Retrospectiva 2025 Canon: Os lançamentos do ano

Retrospectiva 2025: Os lançamentos do ano – Canon

Chegando o fim do ano, fica a vontade de avaliar como foi a prestação de cada marca, com todos os lançamentos relevantes para os nossos clientes, e tentar com isso perceber se foi um ano positivo ou negativo para a mesma. Pelo menos para geeks como eu, que passam demasiado tempo a contabilizar e comparar specs.

Mas pronto, 2025 está no fim e temos opiniões sobre o mesmo. Opiniões estas que consideramos terem importância. Desta forma decidi fazer uma retrospectiva para o corrente ano de 2025, e vamos começar pela Canon.

Introdução

Antes de começarmos a rever o ano da Canon, vamos falar um pouco das nossas retrospectivas. Vamos dividi-las por marcas, falaremos das marcas principais de câmaras mirrorless e também das principais produtoras de objetivas. Depois farei uma retrospectiva com marcas secundárias, mas que têm uma boa procura entre os nossos clientes, e portanto deixar um resumo do ano destas.

Além de apresentar os lançamentos relevantes para os nossos clientes, de cada marca, avaliarei o mesmo no fim de cada retrospectiva, da seguinte forma:

  • Hi-Tech de Ouro: para as marcas que tiveram não apenas um ano preenchido mas com lançamentos relevantes nos diversos setores (amador, entusiasta e profissional). Além de tudo, para receber um Hi-Tech de Ouro (que já ouvi dizer ser a mais alta honra no mundo da tecnologia, pelo menos em Rio de Mouro), a marca não pode ter lançado nenhum produto que seja uma desilusão.
  • Hi-Tech de Prata: para as marcas que tiveram um ano fundalmente positivo, mas que lançaram pouco equipamento, ou que algum do equipamento tenha ficado uns furos abaixo das expectativas.
  • Hi-Tech de Pechisbeque: para as marcas que tiveram um ano que lhes passou essencialmente ao lado. É provável que, num mundo de tecnologia altamente competitivo, nunca cheguemos a atribuir esta honra. Até porque marcas que compitam por ela provavelmente não terão relevância para escrevermos sobre elas.

Câmaras Mirrorless

A Canon teve um ano com excelente ritmo, no que toca a câmaras mirrorless.

Começaram por lançar a Canon EOS R50 V, que à primeira vista pode parecer um pequeno passo em relação à R50. No entanto, considero que, mais do que a câmara é, importa o que a câmara representa: uma maior vontade da marca de entrar no mercado de vídeo amador para vloggers e criadores de conteúdo em geral. E como não é surpresa, nós somos fãs desta pequena mas poderosa câmara.

A Canon EOS C50 é uma câmara de cinema de entrada, ou uma câmara de cinema portátil para integrar em produções que usem o line-up Canon de cinema e que necessitem de uma câmara para filmagem on-the-run. A câmara integra o espaço cine de Canon na perfeição, tem especificações brilhantes (pecando na minha opinião apenas por não ter IBIS, especialmente como câmara de cinema ligeira), e permite criar vídeos de qualidade brutal.

Por último, a Canon EOS R6 Mark III. Uma das câmaras mais aguardadas do ano, vem lançar a gama prosumer para a segunda metade da década. Imbatível em vídeo, em fotografia é pelo menos tão excelente como a anterior versão. Menos uma revolução, mais um incremento lógico, esta câmara vem cimentar o line-up da Canon como sem dúvida o mais completo do mercado.

Câmaras Compactas

Este ano a Canon lançou a PowerShot V1, a primeira compacta vídeocêntrica da sua linha, com arrefecimento ativo, ND interno e estabilização. Com um sensor grande o suficiente para fazer sentido deixar o smartphone a carregar, esta pequena câmara (também presente no nosso artigo das melhores câmaras de vídeo abaixo dos 1000€), fica muitos pontos acima do que esperado pelo preço.

Objetivas Mirrorless

Em relação a objetivas, a Canon não se poupou, com 6 novas objetivas este ano. Não lançou nenhuma que me entusiasmasse imenso (para os trabalhos que faço, claro), mas fez lançamentos muito sólidos, completando ou aumentando algumas séries, assim como lançando algumas objetivas bem necessárias.

Para os profissionais, a Canon lançou mais duas objetivas prime VCM, a 85mm f/1.4 L e a 20mm f/1.4 L, juntando-se à 35mm, à 50mm e à 24mm. Estas objetivas são extremamente interessantes, por estarem pensadas para uso híbrido, podendo ser usadas por fotógrafos que queiram uma ou outra objetiva prime de qualidade com abertura máxima f/1.4, ou para videógrafos que queiram uma série de primes compactas, com as mesmas dimensões entre si, e com qualidade alta para vídeo.

Lançaram também a Canon RF 16-28mm f/2.8 IS STM, uma objetiva pensada no prosumer que quer uma objetiva zoom grande angular com abertura máxima f/2.8 sem gastar o dinheiro duma objetiva da série L. Analisada pelo nosso Supremo Líder (ele insiste ser tratado assim!), podem ver a review aqui.

Para o público mais amador lançaram a Canon RF-S 14-30mm f/4-6.3 IS STM PZ, uma compacta objetiva zoom para câmaras com sensor APS-C. Com Powerzoom é a objetiva perfeita para quem quer começar a dar passos no mundo do vídeo, com o Powerzoom para tornar tudo mais suave.

A Canon RF 75-300mm f/4-5.6, é uma teleobjetiva zoom super budget, para câmaras Full Frame. É basicamente um rehousing da sua irmã mais velha de montagem EF, mas é uma opção interessante para usar em câmaras de baixo preço.

A surpreendente Canon RF 45mm f/1.2 STM é possivelmente a objetiva f/1.2 para câmaras Full Frame, com autofoco, mais barata de sempre. Não esperem a qualidade de uma 50mm f/1.2L, mas o preço é 5 vezes inferior. Excelente para quem queira uma objetiva para usar em situações de baixa luz, sem ter de hipotecar a casa ou vender um rim.

Conclusão

O que dizer do ano da Canon? Colmatou muitas das zonas mais frágeis da marca atualmente. Não houve lançamentos para high-end de fotografia, mas a marca não tem falta de produtos de topo nessa gama. Introduziu câmaras video-cêntricas para o sector amador, criou uma câmara para o mercado prosumer que é absolutamente fantástica e ainda uma para cinema que vai ser muito importante no line-up de grandes e pequenas produtoras.

Concluiu, talvez, a série de objetivas VCM, uma aposta muito sólida para o utilizador híbrido; uma série de objetivas para o mercado amador, para que este tenha opções de qualidade, sempre importante para a fidelização do novo cliente; e ainda uma zoom grande angular para entusiastas, com muito poucos compromissos para uma relação qualidade preço tão alta.

Desta forma, só me resta dar como prémio 2025, o nosso primeiro Hi-Tech de Ouro, por um ano de excelência.

E vocês, o que acharam do ano da Canon? Que produtos esperam ver entrar no line-up da marca no ano de 2026?

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