Retrospectiva 2025 Fujifilm: Os lançamentos do ano

Retrospectiva 2025: Os lançamentos do ano – Fujifilm

A Fujilm é uma marca muito popular nos dias que correm. Mas será esta popularidade fundamentada pela qualidade dos seus lançamentos, ou está a ser inflacionada pelo hype dos influencers e hipsters em geral? Isso é o que iremos descobrir de seguida, nesta retrospectiva de 2025.

Introdução

A Fujifilm é uma marca que nos deixa sempre entusiasmados, porque é uma marca que tem lançamentos de estética fantástica. Como costumo brincar, a Leica dos pobres! E é uma marca que não marca pontos apenas pelas estética, mas também pela qualidade em geral.

A Fuji lançou muito equipamento em 2025, no entanto tenham em atenção que não falaremos de todos os lançamentos da marca. Isto deve-se ao facto de muitos deles não serem lançamentos relevantes para o perfil de cliente Hi-Techwonder, sendo mais equipamento que será procurado em grandes superfícies (como a X-T30 III e a linha Instax), ou em lojas mais Premium-que-Profissional, geralmente o cliente Leica que se aventura no luxo japonês para variar (como a compacta GFX100RF).

Desta forma não estranhem algum equipamento popular não constar da minha lista; é equipamento popular, mas não tanto entre o nosso cliente alvo.

Para quem ainda não conhece as nossas avaliações retrospectivas do ano, estas são essencialmente:

  • Hi-Tech de Ouro: para as marcas que tiveram não apenas um ano preenchido mas com lançamentos relevantes nos diversos setores (amador, entusiasta e profissional). Além de tudo, para receber um Hi-Tech de Ouro (que já ouvi dizer ser a mais alta honra no mundo da tecnologia, pelo menos em Rio de Mouro), a marca não pode ter lançado nenhum produto que seja uma desilusão.
  • Hi-Tech de Prata: para as marcas que tiveram um ano fundalmente positivo, mas que lançaram pouco equipamento, ou que algum do equipamento tenha ficado uns furos abaixo das expectativas.
  • Hi-Tech de Pechisbeque: para as marcas que tiveram um ano que lhes passou essencialmente ao lado. É provável que, num mundo de tecnologia altamente competitivo, nunca cheguemos a atribuir esta honra. Até porque marcas que compitam por ela provavelmente não terão relevância para escrevermos sobre elas.

Câmaras Mirrorless

Com a ausência da Fuji X-T30 III desta lista, sobra apenas um lançamento dentro desta categoria, mas consideramos o mesmo um lançamento de peso: a Fuji X-E5.

Continuando a linha X-E de câmaras com corpo tipo rangefinder (e digo tipo, porque a X-E5 não é uma real rangefinder, com um visor eletrónico (EVF)). Esta é, na nossa opinião a câmara perfeita para quem queria uma X100VI, mas não a consegue encontrar por estar constantemente esgotada ou com markups no mercado secundário (onde se vende habitualmente por 2000€ em vez dos 1799€ de PVPr).

Mas não é a única razão pela qual a aconselharíamos, porque eu acho o design mirrorless, com as objetivas intercambiáveis muito mais interessante e versátil que o sistema compacto da X100VI. Só não é uma câmara que consideraría perfeita no line-up da Fuji porque sente-se um pouco que a marca está a reutilizar tecnologia doutras câmaras, não trazendo grandes inovações. No entanto, continua a ser uma das mirrorless de corpo compacto mais interessante no mercado, e portanto leva uma nota bem positiva da nossa parte.

https://hi-techwonder.com/produto/x-e5-corpo-silver/

Câmaras compactas

A Fujifilm lançou uma das compactas mais promissoras, e divertidas, do ano, apesar de não ser livre de falhas.

A Fuji X Half promete uma experiência quase analógica para o mundo digital, e na sua maioria é altamente bem sucedida. Com o seu sensor de 1″ vertical obriga o utilizador a visualizar a fotografia duma forma diferente, mas muito bem adaptada aos tempos modernos em que passamos o dia agarrado a um equipamento com ecrã vertical.

Apesar do corpo ser um pouco plástico em demasia, e não ter um flash imbutido a sério, nem ter um hot-shoe para usar flashes TTL, a câmara promete e dará imensa diversão.

Objetivas

Em termos de adições à linha de objetivas Fuji X, este ano não foi dos mais entusiasmantes.

Lançada com a câmara X-E5, a panqueca Fujifilm XF 23mm f/2.8 R WR é sem dúvida a companheira perfeita dessa câmara, e de qualquer outra câmara de objetivas intercambiáveis com corpo compacto (como a X-M5).

Virada para o fotógrafo amador, é também facilmente utilizável como objetiva fixa na câmara para viagens e fotografia de rua. É uma adição muito interessante ao line-up Fujifilm X.

A segunda objetiva do sistema Fuji X a ser lançada este ano foi a Fufilm XC 13-33mm f/3.5-6.3 OIS, outra aposta para o segmento amador. É uma objetiva Zoom com apenas 125 g que vai encontrar lugar na mochila de muito fotógrafo principiante. Tem uma abertura máxima razoavelmente baixa a 33mm (f/6.3), mas tem estabilização e um preço de aproximadamente 380€.

Em relação à Fuji XC 15-45mm f/3.5-5.6 OIS PZ traz mais 2 mm na grande angular, o que equivale a 95.1º vs 86.9º, não sendo grande upgrade, na nossa opinião. O que traz de novo é um design mais compacto e um design óptico novo que garante melhor qualidade.

Fujifilm e Cinema

Dois dos lançamentos que mais nos entusiasmaram este ano na Fujifilm (ausentes no nosso site), são da área de cinema.

Em primeiro lugar, o colosso Fujifilm GFX ETERNA 55, a primeira câmara de cinema da marca. Com o seu enorme sensor de aproximadamente 55mm (na diagonal) e 102MP, esta câmara é uma estreia que dá que falar. Vale a pena visitar o site da Fujifilm para ler o comunicado de lançamento.

Tocámos na câmara e observámo-la atentamente durante o IBC2025 em Amesterdão, e eu que sou leigo na área de Cinema puro e duro, queria levar uma debaixo do braço.

O outro lançamento, desenhado para andar de braço dado com a ETERNA, foi a objetiva Fujifilm GF 32-90mm T3.5 PZ OIS WR, um titã de cinema, com mais de 2 kg. A Fuji, que já tem um historial brutal no broadcasting, criou com esta objetiva, uma ferramenta bem desenhada, com estabilização e montagem Fujifilm G. Vamos ver o que reserva o futuro para a linha de cinema da Fujifilm, mas estamos ansiosos por ver o que aí possa vir.

Conclusão

O ano da Fujifilm foi interessante, mas ao mesmo tempo sem grande impacto a nível profissional. Na realidade, o segmento profissional de fotografia não recebeu absolutamente nada de novo. A maioria das câmaras lançadas este ano parecem ter saído do molde do sucesso enorme da X100VI (XHalf = Mini X100VI de plástico; GFX100RF = Mega Premium X100VI; X-E5 = X100VI mirrorless), mas cada uma delas com argumentos próprios.

Em termos de objetivas para o sistema Fujifilm X, o lançamento da panqueca de 23mm é interessante, especialmente para uma marca que tenta sempre obter o equipamento mais compacto possível.

A primeira incursão no cinema é impressionante no papel, mas aguardamos para ver se causará ondas no mundo real, antes de dizermos que foi um grande sucesso.

Desta forma, temos de avaliar o ano da Fujifilm como um ano essencialmente positivo, apesar de alguma falta de inovação na grande maioria dos designs lançados. Assim, recebe da nossa parte um Hi-Tech de Prata.

Pessoalmente fico ansioso para ver a Fujifilm lançar alguma câmara virada para profissionais em 2026. A X-T5 está com 3 anos e com tecnologia reutilizada em várias outras câmaras, quer seja a X-T50, a X100VI ou a X-E5. A X-H2 e a X-H2s também já têm 3 anos cada, o que significa que para o utilizador profissional de Fujifilm X, já não há novidades tecnológicas em termos de câmaras há algum tempo e em 2025 sente-se alguma idade deste sistema.

Qual o vosso lançamento favorito da Fuji em 2025? Avaliavam o ano 2025 para a Fuji com que nota? Deixem os vossos comentários nessa caixa aí em baixo!

Artigos relacionados

Deixe o primeiro comentário