Retrospectiva 2025: Os melhores acessórios do ano

Retrospectiva 2025: Os melhores acessórios do ano

Se tratámos das principais marcas nos artigos anteriores, sentimos que ainda faltam muitas coisas boas para falar do ano 2025. Daí fazer um artigo greatest hits de acessórios. Nem todos os acessórios que referirei foram lançados em 2025, mas alguns foram acessórios que tivemos acessíveis na nossa loja pela primeira vez em 2025, e ajudaram a engrandecer este ano que encerra o primeiro quarto do século XXI. E agarrem-se aos vossos lugares, os melhores acessórios são muitos, e são bons!

Desta forma, este artigo será dividido em categorias, e darei um a dois acessórios por categoria. É um artigo extensivo do que foi o ano, poderão considerar que o vosso acessório favorito não foi mencionado mas não considerem isso uma injustiça: se por um lado é extremamente difícil de escolher, também não testámos todos os milhares de acessórios lançados este ano; portanto, a ausência do vosso acessório favorito não deve ser levado a peito!

Filtros

Esta é a categoria mais fácil de fechar, porque em 2025 simplesmente não houve concorrência séria. A linha JetMag Pro da NiSi não ganhou por margem curta — ganhou por ausência de alternativas à mesma altura. A linha JetMag Pro da NiSi é facilmente a vencedora de melhores filtros do ano, e a linha de filtros magnéticos mais completa e interessante no mercado. Vejamos então o que foi lançado em 2025 desta linha de filtros:

  • Sistema 95MAG – Expansão do sistema JetMag Pro para filtros de 95mm, extremamente relevante para utilizadores de objetivas com roscas maiores que 82mm (como a linha f/2 da Canon e Sony, assim como muitas das objetivas de Cinema atuais).
  • Porta-filtros 100mm – Uma das limitações dos filtros circulares é a impossibilidade de utilizarem filtros GND, mantendo os ângulos correctos. Com este porta-filtros ultrapassa-se essa limitação, permitindo aos fotógrafos de paisagem a utilização dos excelentes FS ND e CPL da série JetMag Pro ao mesmo tempo que um GND.
  • ND Variável True Color 1-5 stops – Este era o filtro mais aguardado da série, pelos muitos videógrafos que usam a marca e queriam dar o salto para o sistema magnético (e por muitos que ainda não usavam a marca mas já estavam de olho neste sistema). Lançado individualmente ou em kit é uma opção excelente e talvez o VND mais versátil do mercado.
  • Sistema 67MAG – Ainda antes do fim do ano, o sistema JetMag Pro foi expandido para ter filtros de 67mm, essencial para utilizadores de câmaras Micro 4/3 e APS-C que querem usufruir da maior portabilidade e um preço mais económico, nunca descurando da qualidade absolutamente fenomenal deste sistema magnético.
  • Mais filtros – Também durante o ano foram lançados filtros individualmente, como o filtro JetMag Pro GND, um filtro GND circular magnético para quem não precisa de manter linhas verticais direitas e o filtro JetMag Pro Black Magic Diffusion inspirado no design popular de cinema da Schneider-Kreuznach. Completaram os lançamentos de filtros este ano com um FS ND de 15 stops e com um filtro solar de 16.6 stops!
  • Outras aplicações – Como “apenas” o que está acima não chegou, a NiSi ainda fez questão de lançar um adaptador para objetivas de cinema com diâmetro frontal de 95mm, e o renovado, e agora magnético,kit filtro UV + pára-sol + tampa para as Fuji x100.

Pelas características deste sistema, este acaba por ter aplicações inesgotáveis. Para 2026 está previsto ser ainda lançada uma matte-box para concluir o roadmap do sistema JetMag Pro, o que nos deixa bastante entusiasmados. A NiSi há uns anos destronou marcas como a Lee e a Cokin na fotografia de paisagem, e mais recentemente marcas como a B+W e PolarPro como marcas de topo em vídeo e aplicações profissionais em geral (é só ver os filtros mais vendidos em sites de referência global como a bhphotovideo.com).

Enquanto a sua linha de cinema profissional continua sem conseguir destronar marcas como Tiffen e Schneider, pela popularidade e legado dessas marcas, parece-nos que nos próximos 2-3 anos, se a NiSi se virar mais para esse mercado, onde já tem algum peso com um sistema muito completo, pode ser a vez dessas marcas passarem a segundo plano.

Mochilas

Em termos de mochilas (falo de backpacks, slings e outras) várias marcas vão lançando modelos interessantes. O nível de inovação não é imenso entre os diversos modelos, mas existem sempre algumas que nos chamam mais à atenção, quer seja pelo conforto, pela qualidade dos materiais, ou pela simples organização e estética.

Se marcas como K&F Concept são brutalmente prolíferas, mas criam catálogos tão extensos que se tornam pantanosos, marcas mais premium como Think Tank apostam na qualidade e não na variedade (apesar de terem uma variedade enorme também), o que torna o catálogo mais navegável e ser mais fácil experimentar os vários modelos que vão sendo lançados.

A minha mochila do ano é sem dúvida a THINK TANK Mochila FocusPoint RollTop 30L. Com abertura lateral e traseira é extremamente versátil. Tem um espaço acolchoado para levar o portátil até 16″ e um bolso superior e outro frontal, além de todos os bolsos e bolsinhas que contém. É super confortável, como tem vindo a ser hábito na Think Tank, e vem com uma capa impermeável.

Vem em várias cores e é uma mochila super bonita. É uma mochila urbana e de viagem fantástica. Neste momento não existe nenhuma opção para quem queira mais espaço para teleobjetivas longas, mas para isso temos as BackLight.

Tripés

A extensão de equipamento na categoria de tripés é imensa. As marcas chinesas canibalizaram as marcas europeias no segmento mid-end (Manfrotto e Gitzo há muito que perderam a coroa), em inovação, preço e, nalguns casos, até mesmo em qualidade. Desta forma, decidi dividir esta categoria em 2 sub-categorias: Tripés de fotografia e tripés de vídeo.

Tripés de fotografia

O que o cliente procura num tripé de fotografia, é leveza e resistência. Um tripé que se vire com uma baforada de vento não é um bom tripé. Um tripé que pese meia tonelada também é desagradável de transportar. Em geral, o fotógrafo que usa tripés é o fotógrafo que caminha vários quilómetros com ele às costas, o fotógrafo que coloca o tripé dentro de água, na neve ou em terrenos impróprios. É o fotógrafo que pretende fazer longas exposições, ou o fotógrafo que fica à espera do seu animal preferido para o poder fotografar.

Desta forma, os tripés de viagem tornaram-se extremamente populares, pela sua versatilidade. Se há uns anos a Manfrotto dominava este sector, em 2025 a Sirui, a Smallrig, a Benro e a K&F Concept substituiram a procura pela marca italiana.

Dentro dos tripés de viagem lançados este ano, o meu absoluto favorito foi o SIRUI Kit Superb Travel Tripé de Carbono ST-125 + KS-30 Cabeça de Rótula. Com uma cabeça de rótula bastante forte, e umas pernas em carbono leves e resistentes, este kit de fotografia é um dos melhores no mercado, em termos da relação qualidade/preço. Pesa apenas 1,6 kg e aguenta com uma carga de até 20 kg, o que o torna uma verdadeira opção de qualidade, tanto para o fotógrafo que precisa de leveza para as suas viagens, como para o fotógrafo que quer um tripé para usar com a sua teleobjetiva.

Para quem não precisa de tanta leveza, mas sim de algo mais prático para estacionar e fotografar desporto ou fotografar ou observar animais, o SIRUI Tripé de Carbono SP324 com Cabeça Gimbal BH-10 é sem dúvida alguma uma excelente opção. Da linha Sportich, feita a pensar no outdoor, as pernas do tripé são bastante resistentes, aguentando uma carga de até 18 kg, mais que suficiente para aguentar com a vasta maioria das teleobjetivas exóticas.

A cabeça gimbal é leve e resistente, no entanto, para mim peca por ser um pouco pequena, não conseguindo um equilíbrio perfeito com a minha Nikon 180-600mm. É ainda assim um kit excelente e que fará as delícias de quem use teleobjetivas mais compactas, como as 70-200mm f/2.8 ou algo mais exóticas como as Sigma 500mm f/5.6 Sport.

Tripés de vídeo

Em termos de tripés de vídeo, tem sido sempre sobre estabilidade. Pernas estáveis e cabeças sem folga, com capacidade de tilt e pan sem movimentos bruscos. Desta forma a inovação neste sistema ainda tem sido habitualmente menor que nos outros, apenas incrementando a durabilidade e estabilidade dos sistemas.

A Sachtler, com a linha Sachtler Flowtech, trouxe inovação no segmento, aumentando a versatilidade dos tripés de vídeo, mas a um preço elevado. São superiores à concorrência chinesa? Sem dúvida, mas pela diferença de preço não estão sequer no mesmo segmento.

Marcas como Smallrig, com os Tribex em colaboração com o Potato Jet, mostraram que é possível inovar, e que é possível usar colaborações com influencers famosos para aumentar a visibilidade do produto, também em tripés.

A Sirui também criou o seu sistema, e se não colaboraram com um youtuber famoso, a verdade é que o sistema tem sido um pouco menos “problemático” que o da Smallrig. O sistema de abertura e nivelação das pernas não é tão flashy, mas é também bastante mais fiável. Falo então do excelente SIRUI Tripé SVS75 Rapid System + Cabeça Fluida SVH15, um tripé que permite utilizar rigs profissionais sem qualquer problema.

Sei que estes kits já não foram lançados em 2025, mas são tão relevantes hoje como eram em 2023, quando foram anunciados, pelo que faz sentido a sua inclusão nesta listagem.

Permite usar cabeças de vídeo de 75mm, tem capacidade de carga de 25kg, spreader e abertura de pernas independente, permite por um lado usar rigs de peso, com grande estabilidade em situações que um tripé de vídeo tradicional não conseguiria ser utilizado. Tem ainda uma pega que se pode tirar/colocar para ajudar no transporte e a abrir o tripé.

A cabeça SVH15 é excelente, super estável, muito fácil de usar e sem qualquer folga, um prazer de usar a este preço. A cabeça tem uma capacidade de carga de 15kg. Se estiverem investidos em vídeo e quiserem umas pernas mais versáteis, pelo preço não é provável que encontrem algo melhor. Se querem melhor, têm de entrar na casa dos largos milhares de euros.

Se quiserem uma versão mais leve, mas sem spreader, a versão LITE deste tripé é essencialmente tão boa quanto esta.

Se preferem algo mais “clássico” o melhor da sua categoria, também da Sirui, é o SIRUI Tripé Carbono SQ100 com Cabeça de Vídeo VHS18. Este tripé, anunciado ainda em 2024, é um tripé clássico de vídeo, menos versátil em terrenos não planos. No entanto, conta também do sistema de abertura fácil que permite abrir e nivelar num só momento, e é compatível com o mid-spreader, o que lhe garante afinal alguma versatilidade em terrenos menos planos. Tem também pega amovível, para transporte.

Tem compatibilidade com cabeças de vídeo de 100mm, como a que está incluída no kit, além de ter um redutor caso queiram usar uma cabeça mais pequena, de 75mm, tem capacidade de carga de 25kg, e é estupidamente estável. É impressionante como as marcas chinesas estão a fazer tripés excelentes por preços tão acessíveis.

A cabeça VHS18, pega na tecnologia hidráulica da VHS15 e aumenta a meia esfera de 75mm para 100mm conferindo-lhe ainda mais robustez e estabilidade. Esta cabeça é super suave e resistente, com 10 paços de contrabalanço. A cabeça tem capacidade de carga de 18 kg, o que a torna perfeita para a vasta maioria das utilizações.

Iluminação

O mundo da iluminação tem sido tomado por três marcas incontornáveis chinesas: a Aputure, a Nanlite e a Godox. Cada uma delas tem-se tornado referência nos vários segmentos, desde o fotógrafo amador, até ao cineasta. Das três nós vendemos Godox, a marca com o catálogo mais abrangente destas três. E é de tal forma incontornável, que olhando para as melhores opções dentro da iluminação é difícil não encontrar Godox. Mas a iluminação é um termo muito vasto, pelo que, novamente, terei de dividir isto em sub-categorias: Flash e Luz Contínua.

Flash

Em relação a flash, a grande novidade do ano tem sido a continuada renovação do sistema de flashes super-versáteis da Godox, a série AD. Neste caso, escolhi o AD400 Pro II, o flash desta série que, a par do AD200 Pro II, considero mais versátil. Estes flashes, criados para serem usados em qualquer local, dando liberdade criativa ao fotógrafo para sair do seu estúdio, são verdadeiras ferramentas de trabalho. Com uma potência de 400W, este flash é suficientemente forte para iluminar em situações de backlight durante o dia, ou dar luz à noite.

Como novidades desta segunda versão temos o aumento da variação do output de luz com a introdução de 1/512 stop, o modo de Freeze 1/27,770s, um led bicolor de 30 W como luz de modelling, um novo ecrã melhorado e maior facilidade de emparelhamento com o trigger X3. Além disso um uso mais eficiente de bateria com 460 disparos por carga. Se a versão 1 era excelente, a nova versão vem incrementar o uso do AD400 Pro.

Uma série nova de pequenos flash speedlight tem ganhado fama, por criarem um aspeto de flash quase como o obtido com câmaras compactas e flashes imbutidos. A Godox também lançou um ou dois destes, mas o que nos conquistou foi o VILTROX Flash Speedlite SPARK Z3 TTL. Com um design quase cyberpunk, pós-apocaliptico, tem TTL (sendo compatível neste momento com Canon, Nikon, Sony e Fuji) e tem tido uma procura bem superior à que esperávamos inicialmente.

Com potencia máxima de 26W e um ciclo de 650 disparos por carga, a potência máxima, este pequeno acessório garante que todas as pessoas nas fotos daquela festa parecem animais assustados e encandeados à beira da estrada.

Fora de brincadeiras, o Spark Z3 é um brinquedo, mas é um brinquedo muito divertido!

Luz Contínua

A maioria da luz contínua não me entusiasma o suficiente para escrever um artigo sobre ela. Não sou videógrafo, não faço videoclipes, nem uns reels manhosos para o Instagram pelo que o Hype daquele novo LED RGB XPTO me passa um bocado ao lado. No entanto, não sou totalmente impermeável a esta sub-categoria de acessórios, e a verdade é que saiu muita coisa interessante este ano, mesmo que eu teime em não o admitir.

Não vou falar de monolights, porque saíram uma infinidade deles, muitos deles bons, de marcas como a Godox, a Sirui e a Smallrig, especialmente dentro da categoria dos monolights compactos. A Godox, com a sua linha Knowled também lançou uns canhões de luz impressionantes, mas nem nós temos cliente para eles, nem temos tempo para falar de tudo isso.

Portanto vamos começar com painéis. Nos painéis sairam algumas coisas interessantes, mas os que mais me interessaram foram os Litemons (linha baratucha da Godox) LP1200R. São uns paineis já com um output muito bom, 120W de potência máxima, 1800K a 10000K de temperatura e CRI/TLCI 96. Podem ser alimentados por corrente AC/DC ou com 2 baterias V-Mount. Esta linha tem também versões bicolor e versões mais pequenas nos LP600 e LP400, mas estes LP1200 têm um output que me agrada.

Podem ainda ser controlados pela App da Godox, o que é um bónus. Aconselho a versão em kit duplo, que vem com 2 paineis, 2 tripés, 2 barn-doors e 2 transformadores, além de uma mala de transporte para o kit. Tudo isto a um preço da China.

Em relação a tubos o que mais nos impressionou este ano foi o Viltrox K90. Com uma potência máxima de 30W, controlo de temperatura de cor de 2500K-8500K e RGB, tem 70 minutos de autonomia com a potência máxima. Pode ser controlado com a App da Viltrox, e vem com montagem magnética, o que dá imenso jeito, além das montagens de rosca comuns de 1/4″.

Melhor que tudo? Vem em kit duplo, com clipes magnéticos e bolsa de transporte rígida, por um preço totalmente imbatível. Verdade, pode não durar 20 anos em uso (a Viltrox afirma que os LED’s têm uma vida útil de 50.000 horas, mas eu acho que esse número é ambicioso), mas é um produto excelente para o preço.

Agora a minha luz favorita do ano, independentemente de sub-categoria e utilidade, a Smallrig 5480 RM 03 Luz Led Macro, que de tão preferida encontrou o caminho para o sapatinho de Natal (gracias mamá y hermana).

É uma luz para macro mas não só. Vamos por partes. A luz tem três cores (Branco, Branco Quente, Verde, Vermelho e Azul) e um braço totalmente articulado. Tem uma rosca para 1/4″-20 para montar em tripés ou noutros acessórios e vem com um difusor. Dentro da caixa vem umas barn-doors (totalmente adoráveis, tão pequenininhas), um espigão, para espetar a luz em superfícies moles (terra, madeira em decomposição, etc.), uma mola, para prender a luz à perna de um tripé, por exemplo, um adaptador para sapata, e um spotlight com ranhura para levar um dos 10 modificadores de forma de luz (com coisas como padrões abstratos, pinhole, coração, “Happy Birthday” e “Ho! Ho! Ho!”.

A intensidade da luz é excelente para macro, com 3W de potência máxima e tem uma excelente autonomia de 140 minutos. A luz é um pouco mais pesada do que aparenta, com 300g, mas não irá causar hérnias a ninguém. Os modificadores tornam a luz estupidamente versátil. Se a mesma é pensada em macro, também pode ser uma ferramenta interessante para fotografia e vídeo de produto, e criadores de conteúdo (o que seja que isso significa hoje em dia).

Se qualquer uma das outras anteriores utilizaria sem qualquer problema ou remorso em situações profissionais (excepto o Spark Z3, esse usava-o numa festa de fim de ano por exemplo), esta quero usar sempre e em todas as situações, até já fiz retratos com a minha esposa só com a luz modificada. É uma ferramenta de trabalho slash brinquedo super divertido!

Outros Acessórios

Câmaras de Acção

Bem sei que estas poderiam ter a sua categoria própria, muitas pessoas usam única e exclusivamente as câmaras de acção para desenvolverem todo o seu conteúdo, e nada de errado nisso. No entanto, para os profissionais, as câmaras de acção servem como complemento, para aumentar a versatilidade da história que estão a contar, quer seja esta uma história de amor (casamentos e batizados) quer seja uma história sobre natureza e desportos radicais.

Já muito longe do que a GoPro popularizou há 20 anos, marcas como DJI e Insta360 têm sido impulsionadoras deste mercado.

Em primeiro refiro a verdadeira câmara de acção, lançada em 2025, a DJI Osmo Action 6 é uma opção excelente, com tudo o que uma câmara do género deve ter: ultra câmara lenta de 32x, sensor quadrado com dimensões razoáveis de 1/1.1″, vídeo de alta resolução até 4K120 e fotografia até 38MP, 240minutos de autonomia, submergível até 20 metros sem caixa estanque.

Além disso, ainda grava vídeo em D-Log M de 10bit, tem abertura variável (a primeira câmara da DJI a incluir essa opção), e faz parte do ecossistema DJI que permite gravação de som a 32-bit float, além de ter timecode, o que permite a melhor integração num sistema multicam. É uma ferramenta muito profissional, se querem a minha opinião.

Em opções de 360º, a minha favorita do ano foi a excelente INSTA360 X5. Com capacidade de filmar 8K30 em 360º em H.265, ou fotografar em 72MP, é uma pequena mas super poderosa câmara. Com recurso a IA, consegue fazer tudo isto sem artefactos estranhos e com uma fluidez impressionante. Com autonomia de 3 horas e submergível sem caixa estanque até 15 metros de profundidade, tornou-se popular muito rapidamente, não apenas entre Vloggers de viagem, mas fotógrafos e videógrafos de natureza e desporto.

Ainda tem uma série de modos de gravação para aumentar as opções criativas, como Bullet Time (5.7K120), Time-Lapse (até 11K), TimeShift (8K) e Me Mode (até 4K30). E permite a gravação em modo de mono-lente a 4K60, sendo uma câmara muito versátil. É um acessório must-have para quem quer produções altamente dinâmicas.

Drones

Da mesma forma, considero os Drones como um acessório importante para complementar o arsenal do videógrafo e fotógrafo que precise de grandes planos em perspectivas inacessíveis doutra forma (em alternativa a alugar um helicóptero, e com resultados superiores).

Como todos os anos, as marcas do costume lançam uma panóplia de drones, desde drones amadores, ultraligeiros, a drones de prosumer com uma qualidade de imagem utilizável em produções com fins maiores que apenas os reels do Instagram e TikTok. É sobre esses que me debruçarei.

O DJI Mini 5 Pro é um excelente ponto de entrada no mundo dos Drones. Com um sensor de 1″ de 50MP, e peso inferior a 250g. É um Drone com poucos compromissos para o preço e sem dúvida uma excelente aposta. Grava até 4K120 em D-Log M em 10-bit, tem sensores de obstáculos e o sistema LiDAR que a DJI popularizou, faz ActiveTracking e tem uma série de modos criativos, como QuickShot, Timelapse, Waypoint.

Com 21 minutos de Autonomia e 20km de transmissão, tem também um sistema de estabilização de 3 eixos, semelhante ao encontrado noutros equipamentos da DJI. É efetivamente a minha escolha de Drone do ano, incrementando o que já existia no DJI Mini 4 Pro e tornando o sistema ainda mais competente em baixa luz.

Para os que querem uma experiência mais imersiva o novo ANTIGRAVITY A1 é a melhor opção. Este FPV da Insta360 (a Antigravity é uma sub-marca) tem tudo o que se procura num FPV de entrada, e mais um pouco. Além de FPV, é um drone 360º que filma a 8K, que permite reenquadramento em pós-produção e ficar com uma filmagem exatamente como a queríamos, ou podemos escolher o sujeito principal e a APP faz o reenquadramento por nós.

É um Drone com um peso um pouco superior a 250g, com 39 minutos de autonomia, 10km de distância máxima de transmissão e velocidade máxima horizontal de 16m/s, é um drone extremamente completo e pelo preço é improvável que encontrem algo semelhante.

Ainda mais acessórios

Estamos quase a acabar a lista de acessórios que marcaram o ano de 2025. Mas esta não poderia estar completa sem o Adaptador PL-Mount POCO da Mofage. Apesar do adaptador já ter uns anos, finalmente começámos a comercializar o mesmo, e porque é que é um dos nossos acessórios preferidos?

Então à primeira vista parece ser um adaptador PL-Mount normal, no entanto tem 2 características que o colocam numa divisão dele. Primeiro, tem ranhura para filtros Drop-In, com engrenagem MOD 0.8, o que lhe dá uma versatilidade imensa. Poder ter um filtro VND Drop-In permite não ter de utilizar filtros frontais ou ganhar uma ranhura na Matte Box. Segundo, a montagem traseira é intercambiável. Ou seja, se comprei um POCO para Sony E e mudar de sistema, ou estiver numa produção multi-sistemas, não sou obrigado a comprar novo adaptador, posso simplesmente comprar uma nova montagem.

Brilhante!

Conclusão

Podia arranjar mais uns acessórios para esta lista de recapitulação de 2025, mas provavelmente quando o acabasse já estava em meados de 2026! Estes que escolhi foram os que mais me impressionaram, a mim, pessoalmente. Agora gostaria de saber quais os vossos favoritos. Que acessórios compraram ou estão na lista para comprar de 2025? Que acessórios esperam ver sair em 2026?

Caixa de comentários ali em baixo, deixem as vossas sugestões, críticas, pedidos. Nós cá continuaremos para vocês. E como este será certamente o meu último artigo de 2025, quero agradecer a todos os nossos leitores, seguidores, amigos e clientes que tornaram possível estarmos cá novamente em 2026, o décimo sexto ano da Hi-Techwonder!

Feliz ano novo e cuidado com os abusos (só são admitidos abusos em compra de equipamento fotográfico e de vídeo!).

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