Retrospectiva 2025 Panasonic: Os lançamentos do ano

Retrospectiva 2025: Os lançamentos do ano – Panasonic

E seguimos com mais uma restrospectiva. A Panasonic é uma marca que se especializou em câmaras mirrorless para videógrafos, criando para si um nicho forte e sólido, entre entusiastas e profissionais de vídeo. Com a introdução do novo sistema de autofoco, a Panasonic finalmente chegou à década de 2020, e isso abriu possibilidades novas.

Será que a Panasonic as soube explorar, e cresceu a sua base de utilizadores, ou, como alguns influencers ainda acham, a Lumix já nem conta?

Introdução

Para quem ainda não conhece as nossas avaliações retrospectivas do ano, estas são divididas em 3 prémios:

  • Hi-Tech de Ouro: para as marcas que tiveram não apenas um ano preenchido mas com lançamentos relevantes nos diversos setores (amador, entusiasta e profissional). Além de tudo, para receber um Hi-Tech de Ouro (que já ouvi dizer ser a mais alta honra no mundo da tecnologia, pelo menos em Rio de Mouro), a marca não pode ter lançado nenhum produto que seja uma desilusão.
  • Hi-Tech de Prata: para as marcas que tiveram um ano fundalmente positivo, mas que lançaram pouco equipamento, ou que algum do equipamento tenha ficado uns furos abaixo das expectativas.
  • Hi-Tech de Pechisbeque: para as marcas que tiveram um ano que lhes passou essencialmente ao lado. É provável que, num mundo de tecnologia altamente competitivo, nunca cheguemos a atribuir esta honra. Até porque marcas que compitam por ela provavelmente não terão relevância para escrevermos sobre elas.

Câmaras Mirrorless

A Panasonic decidiu em 2025 fazer uma pequena revolução na sua linha de câmaras. Apesar de nomes bem conhecidos continuarem a ser apostas excelentes para quem procura câmaras de vídeo (S5 II, S5 IIX, S9, GH7), o que lançaram este ano foram câmaras verdadeiramente híbridas, fantásticas da mesma forma para o videógrafo e para o fotógrafo.

Começaram o ano com uma aposta de peso, a Lumix S1R II. A câmara caiu como uma pedra num charco. É a mais barata câmara mirrorless a filmar em 8K, com bursts de 40fps, open gate 8.2K e muitas outras especificações de topo, tudo isto num corpo com uma ergonomia fantástica. É uma câmara tão hot que sobreaquece um bocado, mas tirando esse pequeno contratempo, é uma câmara absolutamente fantástica (a Lumix está para lançar um firmware para corrigir este problema, pelo que vamos fazer figas que deixe ser uma característica da câmara). É uma câmara com preço de prosumer (apesar de mais alto que a concorrência), mas pensada em profissionais, que precisem de resolução com poucos compromissos.

Depois lançou duas companheiras, também do segmento S1 II. A S1 II é a câmara rápida do conjunto. Se é fantástica em vídeo, tanto em termos de rolling shutter como dynamic range, e com pouco ou nenhum sobreaquecimento, tem um burst de até 70fps que deixa a maioria da concorrência a comer pó. Isto tudo à conta do novo sensor partially stacked que a Lumix conseguiu meter a 200km/h.

Por fim a S1 IIe, é talvez a menos entusiasmante do grupo, usando o mesmo sensor de 24MP da S5 IIX. Apesar de ser uma excelente câmara, especialmente considerando o preço e qualidade híbrida, acaba por ser a mais “normal” das 3. De qualquer forma, as 3 ajudaram a lançar a Panasonic no mundo das câmaras híbridas a sério, fazendo com que a marca se tenha tornado imensamente mais popular. As 3 entram na categoria prosumer, com um número de compromissos tão baixo que poderiam custar bem mais.

Câmaras compactas

Se em câmaras mirrorless a Panasonic atacou o mercado prosumer e profissional sem dar tréguas, nas câmaras compactas lançou a Lumix DC-TZ99E. Apesar de anunciada ainda em Dezembro de 2024, esta só ficou disponível para compra este ano, pelo que a sua inclusão nesta lista é orgânica. Ainda assim, se acharem que deveria não ter incluído esta câmara na lista, podem dizer nos comentários.

A pequena TZ99E é uma câmara virada para o consumidor amador, que procura entrar no hype das câmaras compactas com pinta retro. Com a sua objetiva zoom tem a versatilidade esperada numa compacta do género e o flash é mesmo um flash, dando aquele look de animal surpreendido à beira da estrada pelos faróis do carro. Está na lista que fiz de recomendações para câmaras fotográficas abaixo dos 1000 euros, que podem consultar aqui.

Objetivas Mirrorless

Em 2025, a Panasonic manteve a estratégia de criar objetivas o mais compacto possível sem comprometer a qualidade de imagem ou de construção. Com a Lumix S 24-60mm f/2.8, lançaram uma super compacta objetiva zoom standard, para videógrafos. Tem as características das objetivas Lumix de última gama, com anel e botão programáveis e extensão de zoom digital com câmaras compatíveis. É uma das favoritas dos nossos clientes e com boas razões.

Lançaram também a nova Lumix S 100-500mm f/5-7.1 O.I.S., uma teleobjetiva zoom compacta e levezinha. Razoavelmente parecida com a da Canon, tem, para mim, o defeito da abertura f/7.1 a 500mm (qualquer pessoa que fale comigo durante 5 minutos saberá que não gosto de aberturas tão pequenas em teleobjetivas), mas compensa em ergonomia e características profissionais. É ainda compatível com teleconversores, mas com abertura máxima de f/7.1…

É, ainda assim, uma objetiva fantástica para o prosumer que queira aproveitar a velocidade da S1 II ou a resolução da S1R II.

Conclusão

O 2025 da Panasonic foi extremamente importante, nem que seja na percepção pública da marca. Câmaras como a S1R II e a S1 II, coloca a Panasonic na corrida das câmaras híbridas com gigantes como Canon R6 Mark III, Nikon Z6 III e Sony a7 V, e mesmo com a gama acima das Nikon Z8 e Canon R5 Mark II. Foi um passo muito importante para a marca, e, se bem sucedido, pode trazer uma Era de ouro para a mesma.

Se em câmaras a Panasonic trabalhou horas extra este ano, em termos de objetivas parece que ficou a faltar alguma coisa. Não que as objetivas que lançaram não sejam excelentes, mas ambas direcionadas para o mercado entusiasta, acaba por saber a pouco a não inclusão na lista de uma ou duas objetivas profissionais para acompanhar as S1II.

Desta forma, um ano que seria facilmente de ouro, acaba por levar apenas um Hi-Tech de Prata, pela escassez de objetivas que acompanhem a excelência das novas câmaras.

Foi uma das Pratas mais difíceis de dar este ano, aquele trio merecia claramente o Ouro e estive muito próximo de me vergar. Acham que deveria ter dado o Ouro? O que esperam ver da Panasonic/Lumix para 2026?

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